Preso PM acusado de fornecer celular para presídio no MS

A Polícia civil de Mato Grosso do Sul desencadeou nesta quarta-feira, 23, uma operação para cumprir 27 mandados de segurança de pessoas acusadas de envolvimento direto e indireto no fornecimento de celulares para presidiários do Estado. O trabalho começou pouco depois de 2 horas da madrugada, resultando na prisão de 11 suspeitos, entre eles o soldado da PM Marden Barbosa, que teve formação militar da Força Nacional de Segurança Pública, e está servindo no Grupo Especializado Tático Motorizado (Getam) de Campo Grande.Ele explicou na sede do Grupo Armado de Repreensão ao Roubo, Assalto e Seqüestro (Garras), não ter nenhum relacionamento com a quadrilha procurada. Entretanto ficou constatado que fez contatos com presos da Penitenciária de Segurança Máxima de Campo Grande. A alegação que apresentou foi a de que teria emprestado o telefone de uma advogada, que está com o marido preso.A advogada também foi presa, mas teve o nome mantido em sigilo. Na operação, foi descoberta uma Lan House, situada no Bairro Tijuca II, periferia da capital, onde eram feitas adaptações nos celulares fornecidos aos presos. No local ocorreram mais prisões e apreensões de equipamentos de informática.As investigações continuarão na quinta-feira, quando deverá ser concluída a prisão de todo o grupo e maiores informações sobre o assunto. Um dos colaboradores nas investigações, o diretor do presídio de Segurança Máxima de Campo Grande, Luiz Ranieri, teve que deixar a cidade sexta-feira última devido a uma ameaça de morte. A polícia descobriu que pistoleiros de São Paulo estariam com "ordens" para matar Ranieri.

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