Preso policial acusado de participar da Máfia das CNHs em MS

Sargento da PM teria vendido carteiras de habilitação para cego e por até R$ 2,5 mil, segundo escutas da PRF

João Naves de Oliveira, O Estado de S. Paulo

09 de junho de 2008 | 15h13

Mais um policial é acusado de atuar no esquema da Máfia das CNHs, em Mato Grosso do Sul. Trata-se do sargento da Polícia Militar de Campo Grande, Henrique Rolland, que chegou a vender Carteira Nacional de Habilitação até para cego, conforme escutas telefônicas realizadas pela Polícia Rodoviária Federal, durante os últimos 12 meses. Uma auto-escola local, é tida como parceira nas "negociações" do sargento. Rolland, foi preso no domingo último e ficou detido no Quartel Geral da Polícia Militar da capital sul-mato-grossense, de onde acabou sendo transferido para o Presídio Militar, depois de ser ouvido pela corregedoria da instituição. As gravações foram requisitadas pela promotoria da PM, para encaminhamento do processo judicial, segundo informações da Polícia Rodoviária Federal. As informações acrescentaram que o PM utilizava o Posto Policial da Estação Rodoviária de Campo Grande como local dos golpes e chegou a negociar CNH até por R$ 2,5 mil. O caso, está incluído em uma série de outros do gênero que resultou na prisão de dezenas de policiais civis, militares e rodoviários federal, durante o desencadeamento da Operação Carta Branca, realizada neste mês pela Polícia Federal também em cidades do Rio de Janeiro, Mato Grosso, Paraná, Rio Grande do Sul, Goiás, Rondônia e São Paulo.

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