Preso que integra bando ligado ao PCC apela ao STF

Cumprindo pena na Penitenciária II de Lavínia, no interior paulista, desde o ano 2000, pelo crime de extorsão mediante seqüestro e roubo qualificado, Maurício Alves Ribeiro, conhecido pela alcunha de "China", apelou para Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo absolvição alegando falta de provas e pela inépcia da denúncia. "China" é integrante de um grupo criminoso ligado ao PCC (Primeiro Comando da Capital). A condenação foi baseada na acusação de ele ter seqüestrado três pessoas - um supervisor de segurança e dois gerentes de uma agência bancária -, no interior do Ceará, para roubar dinheiro da agência. China diz que o fato ocorreu, mas que não foi exigido nenhum valor pelo resgate dos seqüestrados, nem seu bando se apoderou de dinheiro dos funcionários, mas apenas das chaves do cofre. As vítimas teriam sido seqüestradas somente com o objetivo de facilitar o acesso ao dinheiro da agência bancária. Conforme habeas-corpus impetrado em benefício próprio sem a constituição de advogado, Maurício Alves Ribeiro requer que o STF reconheça que o seqüestro foi apenas "um meio para formalizar o roubo duplamente qualificado". Ele entende que não se caracterizou delito de extorsão mediante seqüestro, como foi considerado pelo Tribunal de Justiça do Estado do Ceará. Caso o ministro relator acate o pedido, poderá pleitear redução da pena.

Agencia Estado,

20 de junho de 2006 | 00h35

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