Preso suspeito de comandar atentados contra postos policiais

Está preso na carceragem do 15º DP (Itaim Bibi), Reginaldo Oliveira de Souza, de 27 anos, conhecido por "Rê", suspeito de ser o mandante de dois ataques com tiros e lançamento de granadas a postos policiais. Um deles aconteceu no domingo, dia 17, no Embu, e outro ontem, em Taboão da Serra. No carro furtado em que Reginaldo foi preso a polícia encontrou uma granada, que pode ligá-lo aos atentados. As ações criminosas, reivindicadas pelo Primeiro Comando da Capital (PCC), visavam vingar a morte de Sílvio dos Santos Luíz, o Binho, de 23 anos, integrante da facção, morto em tiroteio com policiais no sábado dia 16. No dia seguinte, além de atacar o posto policial, os marginais que dominam a região decretaram toque de recolher no Jardim Vazeme, bairro em que ele residia. "Rê" já era procurado pela polícia tanto das zonas sul e oeste da capital, quanto dos municípios vizinhos. Seu nome foi apontado como sendo mandante dos recentes atos do PCC. Com passagens por tráfico e assaltos, entre outros crimes, não só em São Paulo, mas também em Campinas, Itanhaem, Itirapina e Barretos, ele é considerado um dos homens fortes do PCC na região que vai do Morumbi até Cotia. Ontem à noite ele estava em um Gol de cor chumbo, em companhia do polonês Kikos Filimon Koutrotsous, de 20 anos. O carro foi furtado na região e cruzou com uma viatura da PM na avenida Morumbi, que trafegava no sentido contrário. Iniciou-se uma perseguição que tomou o rumo do túnel sob o Rio Pinheiros. Na saída da avenida Juscelino Kubitschek, havia uma colisão de veículos e, depois de raspar em alguns carros parados, o Gol foi abandonado e seus ocupantes prosseguiram a fuga a pé. Eles foram detidos e levados ao 15º DP. Como havia informações de que poderia haver ligação entre Reginaldo e os atentados do Embu e de Taboão da Serra, foram chamados policiais e testemunhas dos dois casos, além do proprietário de um Palio usado pelos criminoso no último ataque ao posto policial. "Rê" não foi reconhecido por nenhum deles. Segundo a polícia, este fato não o isenta da suspeita, uma vez que ele pode ter comandado as ações, sem participar efetivamente delas. Ele e Kikos foram autuados em flagrante por receptação dolosa do carro em que se estavam ao serem presos, de porte de arma e desobediência. No veículo foi encontrada um granada. O Gate foi acionado para apurou que se trata de um petardo muito antigo, do tempo da 2ª Guerra Mundial, sem poder de explosão. Como duas das granadas lançadas contra o posto policial de Taboão não explodiram, suspeita-se que façam parte da mesma série da que foi encontrada com os presos.

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