Preso traficante acusado de planejar ataque a ônibus da PM

Foi preso esta manhã o traficante Claudecy de Oliveira, o Noquinha, apontado pela Secretaria da Segurança Pública do Rio como um dos suspeitos de planejar o ataque a um microônibus da PM no último domingo, que causou a morte de três policiais e deixou outros dez feridos. Um deles está internado em estado grave.Noquinha estava numa casa na Vila dos Pinheiros, no complexo de favelas da Maré, em Bonsucesso, zona norte da cidade, acompanhado de uma menor que seria sua amante e de um casal. Ele é acusado de liderar uma das duas quadrilhas que lutam pelo controle do tráfico de drogas no Complexo do Dendê, na Ilha do Governador, também na zona norte.Sem apresentar provas, o secretário de Segurança, Anthony Garotinho, afirmou, depois da prisão, ter "informações" a respeito da eventual participação do criminoso no ataque ao ônibus. Noquinha, segundo o secretário, disse que só falará em juízo. Contra ele, havia dez mandados de prisão, pelos crimes de tráfico de drogas, homicídio e associação para o tráfico, sendo que quatro foram expedidos nos últimos doze meses pela Justiça.O secretário de Segurança Pública Anthony Garotinho, mandou um recado aos bandidos: "Não haverá paz enquanto determinadas áreas da cidade estiverem nas mãos de lideranças negativas. A PM não dará trégua." Segundo ele, 370 policiais serão destacados para agir em cinco comunidades, entre elas o complexo de favelas de Acari, em busca de suspeitos de ordenar o ataque ao ônibus da PM. A operação começou ontem e não tem prazo para terminar.Enterro dos policiaisQuatro dos dez policiais feridos estão internados no Hospital Central da PM. O caso mais grave é o de Paulo Francisco Reis de Souza, atingido por um tiro no tórax. Ele foi submetido a uma cirurgia para a retirada do projétil e corre risco de morte. Sergio Pereira Junior, Hudson Xavier e Alexandre Pacheco de Melo têm ferimentos menos graves. Outros seis PMs já tiveram alta. Os três PMs mortos - os sargentos Josemar Ramalho, Roberto Lúcio Santana e Erivelte de Oliveira Souza - foram enterrados hoje.O microônibus foi metralhado na noite de domingo, na altura do conjunto habitacional Amarelinho de Irajá, por um grupo de traficantes armados que seriam da Favela de Acari, que fica perto dali. Trinta PMs estavam no veículo. Eles voltavam do estádio do Maracanã, onde participaram do patrulhamento do jogo entre os times Flamengo e Vasco.

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