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Preso um dos envolvidos de derrubar 7 torres de energia no Acre

Quadrilha chantageou Eletrobrás para não continuar com sabotagem; polícia procura outros suspeitos

Solange Spigliatti, do estadão.com.br, atualizado às 18h20

01 Fevereiro 2012 | 11h23

SÃO PAULO - Foi preso na última sexta-feira, 27, José Ferreira de Freitas, de 59 anos, acusado de integrar uma quadrilha que derrubou sete torres de distribuição de energia elétrica do chamado 'Linhão' desde novembro do ano passado, em Sena Madureira, no Acre. Ao todo, nove torre foram sabotadas, segundo a polícia.

No último dia 22, quatro torres de distribuição foram cerradas próximo à Vila Custódio Freire, que fica em Rio Branco. Cerca de 40 mil pessoas em Sena Madureira e comunidades vizinhas ficaram sem luz por quase três dias.

Segundo a polícia, Freitas foi preso em uma área rural do município de Rio Branco tentando extorquir R$ 50 mil da Eletrobrás Distribuição Acre para que não derrubasse outras torres. José Freitas estava com o aparelho de celular que usou para chantagear a Eletrobrás.

A sabotagem contra a empresa começou em novembro de 2011, quando três torres de distribuição foram desparafusadas e derrubadas. No começo do ano,  Freitas começou a o contato com a Eletrobrás Distribuição Acre dizendo ser a peça-chave do esquema e exigindo o pagamento de R$ 50 mil para evitar que outras torres fossem derrubadas. Durante as negociações, foram verificadas que outras duas torres já estavam desparafusadas.

Gravações. Antes da prisão, a polícia gravou a negociação com Freitas através do celular de um investigador. O agente se passou por um membro da diretoria, autorizado pela empresa concessionária de energia. O diálogo, segundo a Polícia Civil, indica que o grupo estava disposto a derrubar mais torres para conseguir o dinheiro.

"O grande problema é que quando eles começarem vai ser uma grande 'inundação', porque aí eles só vão parar depois de um grande acordo", diz Freitas no áudio. Para a polícia, esse trecho aponta que Freitas não deve ser o líder da quadrilha, que ele fala em nome de alguém.

A polícia continua as investigações para prender os outros quatro integrantes da quadrilha. Segundo a polícia, ele já cumpriu pena de mais de cinco anos por tráfico de drogas e estava em condicional. / COM ITAAN ARRUDA

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