Presos 21 suspeitos de integrar máfia dos caça-níqueis em MG

Investigação durou um ano e identificou gerentes, subgerentes, 'laranjas', empresas, bens e policiais envolvidos

Solange Spigliatti, do estadao.com.br,

03 de dezembro de 2009 | 08h52

Com o objetivo de reprimir a prática dos crimes de formação de quadrilha, corrupção passiva e ativa, contrabando e lavagem de dinheiro, a Polícia Federal (PF) deflagrou em Minas Gerais a Operação Safári III. Nesta quinta-feira, 3, os agentes prenderam 21 pessoas. Dentre os detidos há quatro líderes da organização, dois gerentes gerais, dois subgerentes, um "laranja", uma contadora, nove policiais civis e dois policiais militares.

Os crimes são decorrentes da associação de pessoas para a exploração comercial de máquinas caça-níqueis - cuja importação, tanto das máquinas quanto de seus componentes, é proibida -, bem como da cooptação de policiais para a segurança dos negócios e para a sua não atuação contra as lojas da citada organização, além da ocultação de propriedade dos bens obtidos com o dinheiro dos delitos.

Expedidos pela Justiça Federal da Seção Judiciária de Minas Gerais, foram cumpridos 19 mandados de prisão preventiva, dois mandados de prisão temporária e 33 mandados de busca e apreensão em Belo Horizonte e região metropolitana. Após um ano de investigações, foi possível identificar os principais responsáveis pelos negócios, seus gerentes e subgerentes, "laranjas", empresas, bens e policiais envolvidos na empreitada criminosa.

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