Presos 3 acusados de matar empresário

Carro usado no crime é de padre que ajuda dependentes químicos

Marcelo Godoy, O Estadao de S.Paulo

14 de abril de 2009 | 00h00

A polícia prendeu três acusados e procura um quarto homem acusados de roubar e matar o empresário José Paulo Orrico, de 39 anos. O crime ocorreu em 3 de fevereiro em um condomínio na Avenida Nova Cantareira, na Água Fria, na zona norte de São Paulo. Os bandidos invadiram a casa do empresário em busca de dólares e de joias. Atiraram na vítima e fugiram. A polícia não sabe se Orrico se assustou ou se reagiu. Os investigadores do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) descobriram a identidade dos acusados depois de localizar o carro que teria sido usado no crime. Tratava-se de um Gol prata, cuja placa era de Lavras (MG). O proprietário do veículo era um padre que mantém uma fazenda que recebe usuários de drogas para tratamento. O padre contou que, no dia do crime, havia emprestado seu carro para um dos pacientes, Andrei Souza Santos, de 25 anos , levar a mãe e a irmã do padre a São Paulo.Interrogado, Andrei contou que havia cedido o veículo para um amigo em troca de oito pedras de crack. O amigo era Cristian dos Santos, de 19 anos. Os policiais descobriram ainda que Cristian havia saído naquele dia com um amigo: Bruno Martins dos Reis. Os dois foram detidos em suas casas, na Vila Albertina, na zona norte. Cristian contou que apenas havia dirigido o carro e negou ter atirado no empresário. Reis nega ter participado do crime."Eles foram reconhecidos por testemunhas", afirmou o delegado Marcos Carneiro Lima, do DHPP. No dia do crime, os ladrões invadiram o condomínio pelos fundos, usando uma escadinha para pular o muro. A polícia procura um outro acusado. Conhecido como Rafinha, ele teria cerca de 32 anos, 1,65 metro de altura e cabelos loiros.Além do assassinato de Orrico, Cristian é suspeito de ter participado de outro assalto com morto na mesma região. A vítima desse outro caso foi Celso Ferrarini, primo do deputado estadual Edson Ferrarini. Ferrarini foi morto quando tentavam roubar sua casa, na Cantareira, no dia 28 de fevereiro. "As testemunhas reconheceram o Cristian como o autor dos disparos", disse o delegado.

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