Presos acusados de postarem foto no Facebook começam a ser ouvidos

Até agora, todos afirmaram que não viram nada, não usaram celular nem computador e desconhecem quem fez isso

Rene Moreira, Especial para O Estado

12 de fevereiro de 2014 | 21h29

Começaram a ser ouvidos nesta quarta-feira, 12, em Uberlândia (MG), os presos que tiraram fotos e postaram na internet de dentro do presídio Professor Jacy de Assis. As imagens foram parar em uma página do Facebook no nome que seria de um detento que não consta na lista de presidiários do local.

Foto: Reprodução/Facebook

Doze presos estão sendo ouvidos, mas até agora todos insistem em dizer que não viram nada, não usaram qualquer celular ou computador e também desconhecem quem tenha feito isso. A investigação foi iniciada após uma denúncia anônima e, de acordo com a direção do presídio, após o procedimento interno, o caso será remetido à Polícia Civil.

A apuração busca descobrir como um celular com câmera foi parar dentro do presídio. Nas imagens, os presos também parecem não se preocupar ao posarem para as fotos com o uniforme da Subsecretaria de Administração Prisional (Suapi). Citam ainda quantias em dinheiro e as relacionam a motocicletas.

Punição. Antes mesmo do fim das apurações, os presos já vinham respondendo pela exposição na internet. Como consequência, foram penalizados e ficaram sem banho de sol e sem receber as sacolas deixadas pelos parentes. Além disso, as visitas semanais foram suspensas pelo período de um mês. As fotos foram postadas nas redes sociais em dezembro.

Celulares. Somente no mês passado, 75 telefones celulares foram encontrados no Presídio Professor Jacy de Assis. O local abriga mais de 1,8 mil presos, praticamente o dobro de sua capacidade, que é de 940 detentos.

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