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Presos aguardam em micro-ônibus vagas em cadeias de Porto Alegre

Viaturas deveriam ser usadas apenas para transporte; governo do Rio Grande do Sul anunciou que vai utilizar contêineres como celas provisórias

Lucas Azevedo, Especial para o Estado

16 Novembro 2016 | 12h21

PORTO ALEGRE - A falta de vagas para detentos no Rio Grande do Sul gerou, na manhã desta quarta-feira, 16, mais um improviso no sistema prisional do Estado. A Brigada Militar destacou um micro-ônibus para acomodar presos em flagrante que aguardam um lugar no Presídio Central.

A medida foi tomada pelo 21º Batalhão de Polícia Militar (BPM) de Porto Alegre para liberar ao policiamento outras viaturas. Há semanas, presos têm aguardado dentro de carros da polícia vagas na carceragem da 2ª Delegacia de Pronto Atendimento, no Palácio da Polícia, na Avenida Ipiranga, na região central da cidade. A detenção do local está em sua lotação máxima de dez homens.

Os presos que são encaminhados para registro de flagrante no local acabam esperando horas dentro das viaturas da Brigada Militar, que deveriam apenas conduzi-los. São os próprios policiais os responsáveis por dar água aos detidos.

Na semana passada, por causa do forte calor, dois homens não suportaram ficar algemados dentro de um carro. A alternativa encontrada pelos policiais que os escoltavam foi algemá-los em uma lixeira, em frente ao Palácio da Polícia.

No início deste mês, o governo do Rio Grande do Sul informou que vai utilizar contêineres como celas provisórias. Devem ser 16 celas com camas e banheiro para acomodar até 96 presos.

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