Presos autores de atentado a prédio público de SP

A polícia está convencida de que os três atentados à bomba contra o prédio da Secretaria de Administração Penitenciária de São Paulo estão relacionados e os envolvidos nos ataques estariam sendo mortos, como queima de arquivo ou em represália pelo insucesso das ações.A informação foi dada pelo delegado seccional Centro, Jorge Carlos Carrasco, que, nesta quinta-feira, anunciou a prisão de mais um envolvido no primeiro atentado, no dia 13, dando o caso por esclarecido.O menor, conhecido como Ebinho, de 17 anos, foi preso na zona sul de São Paulo. Ele confessou ter atirado a granada contra o prédio e escrito a faixa em que o Primeiro Comando da Capital (PCC) reivindicava o ataque. Ele é irmão de Edson Rodrigues Silva, o Son, que está detido no Centro de Detenção Provisória (CDP) Belém e se diz integrante da facção criminosa.O menor afirmou ao delegado que recebeu um telefonema ordenando o ataque. Se a ação não fosse cumprida, Son seria morto.Carrasco, no entanto, duvida da versão. "Acho que a ordem partiu do próprio Son", afirmou. Os outros presos são Erizanor Leite de Melo, Ricardo Felix de Carvalho e João Carlos Alves da Silva.CoincidênciasTodos são moradores da Favela Caixa d´Água, situada em Cangaíba, na zona leste. E aí começam as coincidências.Son foi transferido do Cadeião de Pinheiros para o CDP no dia 15. Na mesma noite, o prédio da secretaria sofreria o segundo atentado. Dia 18, Jair Faca Júnior, comparsa de Son, também deixaria o Cadeião com destino ao CDP. À noite, a terceira bomba explodiria.Isso faz o delegado acreditar que os atentados tenham sido em represália contra as transferências. " O CDP faz parte do sistema penitenciário, que eles acusam de praticar maus-tratos."Trabalho malfeitoJá os assassinatos contra participantes dos atentados teriam começado no sábado, com a chacina que deixou quatro mortos nas proximidades da Favela Caixa d´Água. Um deles era Thiago Luiz Pereira, de 21 anos, suspeito de haver atuado no segundo ataque à secretaria.Nesta quarta-feira, na mesma região, um homem, ainda não identificado, foi encontrado decapitado no porta-malas de um Tempra preto, semelhante ao usado no terceiro ataque. "Parece uma operação de queima de arquivo, ou talvez uma retaliação contra o trabalho malfeito", diz o delegado.O policial acha, porém, prematuro atribuir os crimes ao PCC. "Não se trata de uma instituição oficial e, por isso, qualquer pessoa pode intitular-se integrante do grupo."

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