Presos da Hurricane deixam Brasília e seguem ao Rio

Dezessete das 21 pessoas que ainda continuam presas por conta da Operação Hurricane (furacão, em inglês) foram transferidos na manhã desta quinta-feira, 26, da Superintendência da Polícia Federal de Brasília para o Rio de Janeiro, onde vão depôr na 6ª Vara de Justiça Federal. Eles deixaram o local às 6h15 e devem seguir à base área do Galeão, no Rio. Eles esperaram cerca de quatro horas e 15 minutos para embarcarem, já chegaram às 7 horas no Hangar da PF em Brasília e o vôo, previsto para às 9 horas, saiu apenas às 11h15. Cada um dos presos seria acompanhado de um agente da Polícia Federal, para evitar que combinem versões no depoimento que prestarão à Justiça Federal do Rio, e fariam a viagem algemados. Os depoimentos devem começar às 13 horas desta quinta e se estender por até sete dias e o custo da transferência é de pelo menos R$ 35 mil, podendo chegar a R$ 140 mil. A cada dia, três pessoas serão ouvidas; para esta quinta, estão marcados os depoimentos dos contraventores Anísio Abraão David, Ailton Guimarães e Antonio Calil. Não serão levados ao Rio os policiais federais Carlos Pereira da Silva, Susie Pinheiro Mattos, o agente administrativo da PF Francisco Martins da Silva e o policial civil Marcos Antônio Bretas. Como funcionários públicos, eles têm direito a apresentar defesa prévia antes que sejam considerados réus no processo. Entre os presos pela Operação Hurricane, deflagrada pela Polícia Federal no dia 13 de abril, estão bicheiros, delegados e magistrados acusados de crimes como corrupção, tráfico de influência e envolvimento com jogos ilegais. Três dos presos por envolvimento no esquema já foram soltos pela Polícia Federal por determinação do Supremo Tribunal Federal. Os desembargadores federais José Eduardo Carreira Alvim e José Renato Ricardo de Siqueira Regueira e o juiz do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região Ernesto da Luz Pinto Dória. Além deles, o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Paulo Medina, também investigado, não chegou a ser preso. Regueira, que foi solto na madrugada de sábado, daria uma entrevista coletiva às 9 horas na sede do TRF, no centro do Rio. O presidente do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, desembargador federal Joaquim Antônio Castro Aguiar, autorizou, com gravação, a realização de entrevista coletiva, depois do pedido feito pelo desembargador preso na Hurricane. Custo De acordo com a assessoria da PF, o custo da viagem Brasília-Rio é de R$ 17,5 mil, incluindo apenas despesas com a aeronave que levará o grupo. A polícia ainda não definiu se o avião retorna após o transporte. Os presos ficarão no Rio pelo menos até sexta-feira - eles serão instalados em uma unidade das Forças Armadas cuja localização não foi divulgada -, quando a Justiça deve decidir se eles permanecem lá ou retornam a Brasília no final de semana. Nesse caso, fariam nova viagem na segunda-feira. Após os depoimentos, eles serão levados ao presídio de segurança máxima do governo federal em Campo Grande (MS). Se ficarem todo o período no Rio, terão apenas as viagens de ida e até Campo Grande. Caso contrário, e com o retorno da aeronave a cada viagem, a despesa saltaria para cerca de R$ 140 mil. Esse gasto não inclui valores como as diárias pagas aos policiais federais que acompanharão os detidos - cada um recebe R$ 123. A PF informou ter gasto R$ 120 mil com a Operação Hurricane desde seu início. Texto ampliado às 11h27 para acréscimo de informações.

Agencia Estado,

26 Abril 2007 | 07h41

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