Presos da Hurricane reclamam ´sem razão´, diz procurador

O procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, disse nesta quinta-feira, 19, que os advogados dos suspeitos de envolvimento na máfia do jogo, presos na Operação Hurricane (furacão, em inglês), estão reclamando "sem razão" sobre a forma como o processo está sendo conduzido pela Polícia Federal. "Reclamam sem razão, porque o interrogatório está sendo feito na presença de advogados, em sala reservada, pelo tempo que desejarem. Essa é uma reclamação infundada", disse o procurador-geral, que participou da comemoração do Dia do Exército, no Quartel General da Força, em Brasília. Por outro lado, o advogado de Virgílio Medina (irmão do ministro do STJ, Paulo Medina, e um dos suspeitos de intermediar um esquema de corrupção para a compra de sentenças favoráveis ao jogo ilegal) Renato Tonini, nega que a PF esteja colaborando nesse sentido. Ele disse que orientou o seu cliente a falar, em depoimento na PF, somente depois que ambos tiverem acesso à documentação apreendida na residência do suspeito, e que puderem ter encontros reservados, com privacidade. "Eu pedi o direito à conversa reservada e aí eles (PF) me colocaram dentro do cartório, com a porta aberta e um policial de pé, do lado, me vigiando. Essa condição não é a que eu quero", resumiu o advogado.

Agencia Estado,

19 Abril 2007 | 13h32

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.