Presos de Bangu comandaram seqüestro por telefone

Os presos do Rio de Janeiro continuam a praticar crimes mesmo na prisão. Na semana passada, descobriu-se que dois homens saíram de suas celas em delegacias para assassinar o deputado federal Valdeci Paiva de Jesus; nesta segunda-feira, a Divisão Anti-Seqüestro (DAS) anunciou que três criminosos comandaram um seqüestro de dentro de Bangu 3, por telefone celular. A vítima foi João Carlos Fernandes Ribeiro, irmão do prefeitode Araruama (Região dos Lagos), João Ribeiro, que ficou refém por cinco dias - de 7 a 12 de dezembro do ano passado. Interceptações telefônicas autorizadas pela Justiça ajudaram osagentes a identificar dois dos três bandidos cujas vozes aparecem nas gravações, todos do Comando Vermelho. Marco Aurélio Martinez, o Bolado, 25 anos, e Leonardo dos Santos, o Teta, além de um terceiro homem ainda não identificado, davam ordens aos comparsas que tomavam conta de Ribeiro e faziam a segurança do cativeiro. Eles também chegaram a negociar com a família do prefeito o pagamento do resgate exigido, de R$ 2 milhões.A polícia descobriu o local onde estava a quadrilha com o refémencarcerado e prendeu sete integrantes do bando, entre eles Leonardo Carlos da Silva, que era quem fazia os contatos com o s presos. O resgate não foi pago.Bolado cumpre pena de 45 anos em Bangu 3 por triplo homicídio; Teta também está sujeito ao mesmo tempo de prisão, por roubo qualificado, segundo o delegado-adjunto da DAS, Tarcísio Jansen. O governo do Estado prometeu instalar em 60 dias bloqueadores de telefones celular nos presídios Bangu 2, 3 e 4. A penitenciária de segurança máxima Bangu 1, onde estão os criminosos mais perigosos do Estado, já conta com o equipamento desde outubro de 2002.

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