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Presos de São Paulo vão usar uniforme amarelo

Os tradicionais uniformes de cor bege vão sair de moda nas penitenciárias do Estado de São Paulo. Até o fim deste ano, os 104 mil presos recolhidos no sistema carcerário paulista estarão de roupa nova - calça, camisa e bermuda - confeccionadas em sarja amarela. A mudança também marca o fim de uma era. Desde 1892 - quando um decreto criou a Secretaria de Justiça (o órgão foi responsável pelas unidades prisionais até 1979) - essa é a segunda troca de que se tem notícia. A decisão de substituir a roupa dos detentos partiu da Secretaria de Administração Penitenciária SAP. "Durante nossas reuniões mensais, chegamos à conclusão que era hora de mudar. Aquele bege era muito ´mortão´", diz o secretário Nagashi Furukawa. Depois de avaliar diversas cores, a cúpula da SAP foi unânime em optar pelo amarelo. "Não levamos em conta nenhum critério científico. É uma cor mais alegre, e isso ajuda a elevar a auto-estima dos presos", avalia o secretário. O corte dos uniformes será mantido: calças com elástico na cintura e dois bolsos dianteiros; camisas de manga curta, decote "V" e bolso no lado esquerdo; bermudas na altura do joelho. Só haverá uma diferença entre os modelos masculino e feminino. O tom do amarelo será um pouco mais claro para as 3,5 mil detentas do sistema. Os novos uniformes deverão ser adquiridos de forma gradual, de acordo com o orçamento de cada unidade. E para atender a enorme população carcerária, a confecção está a todo vapor. Pela estimativa da SAP, estão sendo feitos 22 mil conjuntos por mês (cada detento tem direito a dois). A produção foi dividida entre as oficinas de costura mantidas pela Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso (Funap), em quatro presídios do Estado. Mas é da Penitenciária Feminina Santa Maria Eufrásia Pelletier, de Tremembé, no Vale do Paraíba, que sai a maior parte dos novos uniformes. Das 204 presas que cumprem pena na unidade, 65 estão envolvidas nesta tarefa. Em quatro meses, elas já confeccionaram mais de 42 mil peças masculinas.

Agencia Estado,

31 de julho de 2004 | 08h56

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