Presos de Taubaté fazem greve de fome na Páscoa

O domingo de Páscoa foi de fome para os 230 detentos da Cadeia Pública de Taubaté, no Vale do Paraíba. Eles não comem desde a quinta-feira. "Hoje novamente foi oferecido o almoço e o café da manhã, mas eles recusaram", contou um carcereiro de plantão. Durante a madrugada os presos iniciaram um motim, queimando papelões e exigindo transferências. A situação foi controlada em uma hora pela Polícia Militar, mas os presos insistem que continuam em "estado de rebelião". A cadeia tem capacidade para 80 presos, mas atualmente comporta 230 homens. As visitas estão suspensas desde a quarta-feira passada, quando os detentos, por volta das 17 horas, recusaram-se a voltar para as celas, depois do banho de sol. Eles queriam escolher os presos faxinas (que fazem a limpeza externa do local), mas o pedido foi negado pelo diretor da cadeia, o delegado Francisco Amêndola. No dia seguinte (quinta-feira), os detentos iniciaram a greve de fome que já dura quatro dias. Neste domingo, somente os cinco presos faxinas tiveram direito à visita. A cadeia de Taubaté ainda está sendo reformada, por causa de uma rebelião de 36 horas, ocorrida em novembro passado. O governo estadual prometeu desativar o estabelecimento ainda neste ano, depois que o Centro de Detenção Provisória, com capacidade para 740 pessoas, estiver pronto.

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