Presos do Benfica recebem visitas depois de rebelião

Os presos da Casa de Custódia de Benfica receberam hoje as primeiras visitas de familiares desde a rebelião que deixou trinta detentos e um agente penitenciário morto no dia 29 de maio. Já no início da manhã, parentes esperavam na fila. Divididos em turmas de acordo com as galerias dos presos, eles começaram a entrar na prisão por volta das 9h e a visita transcorreu sem tumultos, com a segurança reforçada pela Polícia Militar. Por causa da precariedade das instalações que estão sendo recuperadas, somente um parente de cada preso pôde entrar.Os nomes dos internos que estão em cada cela estavam em listas coladas no muro da entrada da prisão. Maura de Oliveira Santos, de 38 anos, teve dificuldades para achar o nome do marido e chegou a desesperar-se.?Está muito confuso, até chorei achando que ele tinha morrido. Fiquei aflita porque ainda não tinha tido notícias seguras dele?, disse a dona-de-casa, depois de localizar o nome do marido, cuja cela receberá visitas somente na quinta-feira. A administração do presídio aumentou o rigor da revista, limitou a entrada de gêneros alimentícios e de higiene e fez restrições às roupas dos visitantes. Parentes eram proibidos de entrar usando roupas vermelhas, pretas ou azuis, que poderiam fazer apologia às cores das facções criminosas rivais que estão na unidade. Mulheres eram proibidas de entrar sem sutiã, de salto alto, ou com saias acima do joelho. Para as desprevenidas, camelôs alugavam peças na porta da casa de detenção.

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