Presos do complexo de Bangu fazem greve de fome

Cerca de 7.500 presos de dez unidades prisionais do complexo de Bangu estão em greve de fome desde a zero hora de segunda-feira. Eles reivindicam melhores condições na cadeia e o fim da violência cometida, segundo ele, pelos agentes penitenciários. O secretário de Administração Penitenciária, Astério Pereira dos Santos, determinou o fechamento da cantina e suspendeu as visitas. Representantes de entidades de defesa dos direitos humanos estiveram em Bangu e constataram irregularidades.Marcelo Freixo, do Conselho da Comunidade, disse que sete presos foram feridos por balas de borracha por agentes do Serviço de Operações Externas (SOE) num jogo de futebol na última quinta-feira. Freixo disse que as exigências dos presos estão dentro da lei e são fáceis de serem cumpridas pelo Estado. ?Os próprios diretores admitiram que houve excesso, que o SOE precisa de comando. Essa greve de fome foi a gota final de um copo já cheio. Os presos não podem ser tratados como inimigos do Estado?, disse Freixo. Ele afirmou que os presos só voltarão a se alimentar caso o governo abra negociação.Astério Pereira dos Santos informou que não recebeu a lista de exigências dos presos. O secretário determinou que as refeições só voltarão a ser preparadas quando a greve for encerrada, para que não haja desperdício de comida. Santos afirmou que a insatisfação dos presos é uma demonstração de que a administração das penitenciárias está sendo rigorosa. ?Os presos estão perdendo espaço. O Estado está no comando e isso está desagradando a determinados grupos.?

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