Presos em SP 2 bolivianos com 10 kg de cocaína

Policiais do Departamento Estadual de Investigações sobre Narcóticos (Denarc) prenderam dois bolivianos com dez quilos de cocaína em São Paulo. A detenção ocorreu nesta sexta-feira, no Hotel Pueblo, no centro. A polícia investigava a chegada da droga, vinda das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), para ser distribuída na cidade.A suspeita de ligação da droga com a guerrilha colombiana nasceu das conversas telefônicas mantidas por um dos presos com a pessoa para quem ia vender a droga na capital. Ruben Sanches Andrade, de 35 anos, que se identificou aos policiais como comerciante de açúcar, dizia ser oficial do exército boliviano. Ele afirmava estar vendendo droga das Farc, mercadoria que, por isso, teria alto grau de pureza.Andradre e seu companheiro, Marco Alain Salinas Olloa, de 29 anos, que também disse ser comerciante, estavam no saguão do hotel nesta sexta, esperando a chegada da compradora da droga, uma mulher cuja identidade não foi descoberta. Em vez dela, eles encontraram cinco policiais do Denarc. A droga estava em uma sacola preta.No Denarc, os acusados afirmaram não ter nenhuma relação com a cocaína ou com as Farc. Afirmaram que estavam em São Paulo a negócios. A polícia descobriu que eles entraram no Brasil no dia 6 de junho, por Porto Velho, capital de Rondônia. De lá, apanharam um avião que fez uma escala em Cuiabá, em Mato Grosso, e, depois, seguiram para São Paulo. A polícia investigava essa conexão havia seis meses.Durante as negociações com a traficante paulista que ia distribuir a droga, os bandidos acertaram a entrega de 50 quilos. Queriam US$ 4,500 por quilo. Por isso, os investigadores acreditam que eles guardaram 40 quilos de cocaína em algum depósito na capital.Segundo o delegado Everardo Tanganelli, do Denarc, as investigações prosseguirão para que seja identificada e presa a traficante paulista que compraria o entorpecente. Os policiais permaneceram no hotel por horas, esperando que ela chegasse, mas a mulher não apareceu. Cada quilo da droga, que era pura, poderia render outros três, ao ser misturada com mais substâncias antes de ser vendida.

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