Presos fazem rebelião com reféns em Itabuna, na Bahia

Após tentativa frustrada de fuga, detentos fizeram quatro colegas reféns e protestaram contra superlotação

Tiago Décimo, Agência Estado

10 de dezembro de 2008 | 20h55

Os 118 detentos da Cadeia Pública de Itabuna iniciaram uma rebelião na manhã desta quarta-feira, 10, após uma tentativa frustrada de fuga da unidade. De acordo com a coordenação da Polícia Civil na cidade, os presos serraram as grades das oito celas e tentaram escapar durante o horário de visitas - que está suspenso em todas as unidades prisionais administradas pela Polícia Civil do Estado por causa da greve da categoria, deflagrada na segunda-feira.   Com a impossibilidade de fuga - os presos foram impedidos de sair por policiais que estavam do lado de fora da cadeia e notaram a movimentação -, os detentos, armados com facas improvisadas, fizeram quatro colegas reféns e passaram a protestar contra a superlotação na unidade, que tem capacidade para 32 pessoas, e contra a suspensão temporária das visitas. Eles chegaram a atear fogo em duas celas, mas o incêndio foi controlado por bombeiros.   Segundo a polícia, durante a tarde, 37 presos na unidade foram transferidos para outros presídios da região, mas até o início da noite, a rebelião continuava.   AGENTES PENITENCIÁRIOS   Também nesta quarta, os agentes penitenciários da Bahia aprovaram, em assembléia, a realização de uma paralisação de advertência, a partir de sexta-feira, em todas as penitenciárias do Estado. De acordo com o sindicato da categoria, os agentes cobram a incorporação das gratificações aos salários e a realização de concursos públicos para contratação de mais profissionais.   Entre sexta e domingo, apenas os serviços de refeição e emergências serão realizados. Visitas e banho de sol ficarão suspensos nas unidades. Na segunda-feira, uma nova assembléia vai definir se os agentes entram em greve.  

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