Presos fazem rebelião mas são contidos no Espírito Santo

A capital do Espírito Santo enfrentou na manhã deste domingo uma nova rebelião de presos. Detentos instalados nas celas metálicas de Novo Horizonte atearam fogo em colchões e arrancaram telhas da cadeia. Este tipo de prisão, criado pelo governo estadual há quatro meses, tem sistema mais rígido que os demais presídios locais. O Batalhão de Missões Especiais (BME) usou bombas de efeito moral para conter o motim, que durou cerca de três horas, e o fogo nos colchões foi apagado pelo Corpo de Bombeiros.Os presos fizeram a limpeza das celas metálicas vigiados pelos policiais. A rebelião provocou pânico em moradores da região, que temem a fuga dos presos. As celas metálicas têm capacidade para 90 pessoas e foram criadas para receber detentos que ocupam as carceragens de delegacias, superlotadas.Os presos criticam o regime adotado nos contêineres, que impede a entrada de malotes e o contato físico com parentes. Sensores de presença, uma cerca elétrica e um alambrado com serras afiadas separam os presos, vigiados por 26 câmeras.Este é o principal projeto do governo capixaba na área de segurança, mas tem sido criticado por entidades ligadas aos direitos humanos. O argumento do governo é que o custo de instalação das cadeias metálicas é um quinto do no sistema convencional e não ultrapassa R$ 5 mil. A manutenção mensal sai por R$ 800,00 por preso, a metade do preço dos presídios tradicionais, de acordo com a Secretaria da Segurança Pública.Em junho, uma série de rebeliões que resultaram em quatro mortes levou o governador Paulo Hartung (PMDB) a solicitar ao governo federal o envio de tropas da Força Nacional de Segurança, que continuam atuando no complexo penitenciário de Viana.

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