Presos libertam agentes, mas rebelião continua em Salvador

Detentos teriam liberado os dois reféns após terem como garantia a volta de dois presos que foram transferidos

Tiago Décimo, de O Estado de S. Paulo,

08 de dezembro de 2008 | 15h32

Os dois agentes penitenciários que eram mantidos como reféns dos 853 presos rebelados na Penitenciária Lemos Brito (PLB), em Salvador, foram libertados no início da tarde desta segunda-feira, 8. Aurelino Silva e João de Oliveira Almeida eram ameaçados pelos detentos desde o início da tarde de domingo, quando a manifestação teve início, durante o horário de visitas na unidade prisional.   Informações não confirmadas pela Secretaria de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (SJCDH) dão conta que os agentes foram libertados depois de ser assegurado o retorno de dois presos transferidos para a Unidade Especial Disciplinar (UED) - presídio de segurança máxima dentro do mesmo complexo penitenciário - na última sexta-feira.   No fim da manhã, a situação ficou tensa nos módulos 2 e 5, onde os presos estão rebelados. Nos dois módulos, a luz foi cortada, mas a situação ficou mais tranqüila em seguida. Apesar da liberação dos reféns, os detentos ainda mantêm 294 pessoas, a maioria mulheres e crianças, em seu poder.   Os detentos rebelados reivindicam a exoneração do diretor da PLB, Izidoro Orge Dominguez, a quem chamam de "arrogante" e "truculento", e a derrubada da decisão do Ministério Público, aprovada na sexta-feira, que determina a transferência de 12 presos, apontados como líderes de grupos de detentos, para a UED.

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