Presos libertam diretora de presídio que era feita refém no MA

Desde às 14h de terça dois agentes são mantidos reféns; greve de agentes suspende visitas e causa rebelião

Fabiana Marchezi e Ricardo Valota, do estadao.com.br,

03 Outubro 2007 | 09h24

A diretora da Central de Custódia de Presos de Justiça de São Luís, no Maranhão, foi libertada na manhã desta quarta-feira, 3, após ser mantida refém desde às 14 horas de terça-feira, 2. De acordo com a Polícia Militar, por volta das 6 horas, os detentos liberaram Ana Sílvia Rodrigues de Souza sem ferimentos. Já os agentes penitenciários Flávio Luís e Roberto Coaracy continuavam em poder dos 315 presos da unidade.   Até as 8h45 desta quarta, 3, as negociações estavam suspensa e só serão retomadas com a chegada do Corregedor do Sistema Prisional do Estado, segundo a Polícia Militar. O motim na Casa de Custódia, que funciona dentro do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, o maior do Estado, é um protesto contra a suspensão de visitas desde o último sábado.   As visitas foram interrompidas por questões de segurança, já que apenas 30% dos agentes penitenciários estão trabalhando, devido a uma greve. Os presos não aceitam reposição de visitas após o fim da paralisação.   No fim de semana, houve tumulto entre parentes, na porta da unidade. Do lado de dentro dos presídios, presos também fizeram tumulto. Na terça, deveria ter ocorrido a visita de crianças na unidade. Os reféns foram dominados quando iam verificar a informação de que haveria um túnel sendo escavado a partir de uma cela. Os três foram rendidos pelos detentos, que tomaram uma pistola e um revólver calibre 38 dos agentes.   Homens do Batalhão de Missões Especiais da Polícia Militar cercaram o prédio, para evitar fugas. Por volta das 22 horas de terça, foram descobertos dois túneis, cavados pelos presos, dando acesso aos fundos do presídio.   Greve   Os policiais civis iniciaram a greve na quinta-feira e exigem aumento de 25%, melhoria nas condições de trabalho e contratação de pessoal. Várias reuniões entre policiais grevistas e a Secretaria da Segurança Pública já ocorreram, mas não houve um acordo.

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