Presos líderes de rebeliões e do PCC fazem greve em Presidente Venceslau

Os 420 líderes de rebeliões e do Primeiro Comando da Capital (PCC) detidos na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau iniciaram uma greve na manhã desta segunda-feira, 19, para protestar contra o esquema de segurança adotado para vigiá-los durante o banho de sol.Desde o dia 12 de maio, os líderes do PCC tomam banho de sol em grupos e sempre vigiados por cerca de 100 agentes de Escolta e Vigilância (AEVPs) armados com armas e munições anti-motins.Na manhã desta segunda-feira, 19, todos eles se recusaram a sair das celas para o banho de sol sob a justificativa de estarem sendo oprimidos pela vigilância. O coordenador dos Presídios do Oeste Paulista, José Reinaldo da Silva, disse que nada será mudado no esquema, que continua por tempo indeterminado. Segundo ele, o reforço na segurança foi feito para impedir tentativas de rebeliões e de fuga pelos presos, considerados de alta periculosidade. De acordo com Silva, apesar da recusa, nenhum detento ainda se recusou a cumprir as saídas determinadas pela Justiça.MirandópolisO Sindicato dos Funcionários das Unidades Prisionais do Estado (Sinfupesp) informou que a destruição feita pelos detentos na rebelião de sexta-feira transformou a Penitenciária 1 de Mirandópolis num caos. Segundo o sindicato, o clima continua tenso no presídio com ameaças de fugas em massa e tentativas de resgate.Praticamente todo o presídio foi destruído, desde a enfermaria aos pavilhões de trabalho e de ensino. Os 1.203 detentos continuam aprisionados no único dos 3 pavilhões que não foi destruído totalmente pelos detentos. A capacidade de lotação do pavilhão é para 280 homens e não há colchões para todos porque foram queimados no motim.Segundo Silva, cerca de 20 detentos e 6 agentes ficaram feridos na ação da PM para reocupar o presídio. Ele disse que a reforma do presídio será feita com os detentos dentro do pavilhão.

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