Presos ligados ao PCC são condenados no Rio Grande do Sul

A Justiça Federal do Rio Grande do Sul condenou 29 dos 30 presos pela Operação Toupeira da Polícia Federal. O grupo era ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e estava cavando um túnel em direção ao cofre-forte do Banco do Estado do Rio Grande do Sul (Banrisul) quando foi detido, em 1º de setembro de 2006. Segundo a polícia, parte da quadrilha também estava envolvida com o furto de R$ 165 milhões do Banco Central, em Fortaleza, em agosto de 2005. As penas por tentativa de furto, formação de quadrilha e associação ao crime organizado variam de 4 anos e 1 mês a 11 anos e 8 meses de reclusão, em regime fechado. Somadas, chegam a 193 anos. O processo tramitou na 1ª Vara Federal Criminal de Porto Alegre. A decisão foi tomada pelo juiz Gueverson Farias na sexta-feira, 13, e divulgada nesta terça-feira, 17. A única absolvida, por só ter tido a função de lavar roupas e preparar comida para a quadrilha, é Maria Célia Moreira, mulher de Alessandro Santos e Silva, conhecido como "Gordo", que pertencia ao bando e não foi localizado nas buscas policiais. O inquérito apontou 34 responsáveis pela organização do roubo. Além do Gordo, há mais dois foragidos. E um dos acusados, Jeremias da Silva, morreu em circunstâncias não esclarecidas numa favela de São Paulo. Sentença A sentença também determina que os 27 presos que estão na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (RS) e um que está em Maceió sejam transferidos. Fabrísio Oliveira Santos, James Ximenes da Silva, Lucivaldo Laurino, Ricardo Rodrigues de Oliveira, Djalma Lira de Jesus e Jean Ricardo Galian, tido como os líderes da operação, devem ir para a Penitenciária Federal de Catanduvas (PR) e os outros 22 para presídios no Estado de São Paulo. Um dos presos já está na capital paulista. As mudanças dependem de autorizações do Juízo Federal de Execuções Penais. Os delegados Ildo Gasparetto, superintendente regional da Polícia Federal em Exercício, e José Antônio Dornelles de Oliveira, da Delegacia de Repressão a Crimes Contra o Patrimônio, ressaltaram que a sentença foi proferida apenas 7 meses e 13 dias depois da prisão para destacar a agilidade tanto da polícia quanto da Justiça. O trabalho foi facilitado e acelerado pelo uso de tecnologias como a remessa de informações do inquérito por arquivos digitais e pela realização de videoconferências nas audiências. Os presos puderam acompanhar de dentro da penitenciária os depoimentos de testemunhas ao juiz. Isso evitou os custos e o risco do transporte dos acusados.

Agencia Estado,

17 Abril 2007 | 18h32

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