Presos mantém 3 agentes como reféns em MG

Três agentes penitenciários continuam mantidos na noite deste sábado na penitenciária José Maria Alckimin, em Ribeirão das Neves, região metropolitana da capital mineira. O motim, que teve início por volta das 11h30, já dura mais de oito horas. Cerca de 40 detentos do 3º pavilhão do presídio, considerado de segurança máxima, teriam conseguido estourar os cadeados de uma das celas e surpreenderam os agentes no momento da vistoria. Segundo a Polícia Militar de Minas Gerais (PM-MG), Benjamin Roberto da Silva, Marco Aurélio de Souza e Rogério Augusto Lopes Barbosa foram dominados pelos detentos. De acordo com informações extra-oficiais, um dos líderes da rebelião estaria ameaçando os reféns com uma arma de fogo. Dois dos agentes feitos reféns eram novatos e começaram a trabalhar na função há poucos dias. Não há informações sobre feridos. A juíza da Vara de Execuções Criminais da comarca de Ribeirão das Neves, Luziene Medeiros, e dois promotores negociam com os detentos, que estariam revoltados com a direção do presídio, que transferiu as visitas de para os dias 31 e 1º de janeiro. A medida teria frustrado uma tentativa de fuga. Os presos reclamavam também de maus tratos e que não estão sendo beneficiados com as duas horas diárias de banho de sol, previsto na lei. Eles reivindicavam ainda que as mulheres e as crianças voltem a pernoitar no presídio nos finais de semana. Aproximadamente 120 homens do Batalhão de Eventos da PM e policiais do Grupo de Ações Tático Especiais (Gate) cercaram o presídio. Um helicóptero reforçava o efetivo e dois carros do Corpo de Bombeiros ajudavam na segurança. Vários familiares de detentos aguardam do lado de fora da penitenciária. O clima, no entanto, é considerado sob controle e a juíza Luziene Medeiros e comandante do policiamento na região, coronel Sócrates dos Anjos, acreditam num desfecho do motim ainda na noite de hoje, com a libertação dos reféns. Eles aguardavam a presença de um representante da Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa de Minas Gerais, conforme havia sido solicitado pelos presos. Os rebelados se concentraram em frente ao 1º pavilhão, o mais populoso do presídio, com cerca de 550 detentos. Palco de constantes motins, a penitenciária mais de 700 presos.

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