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Presos na operação Esteira Livre confessam participação

O delegado que comandou a operação Esteira Livre disse que as pessoas presas pela Polícia Federal (PF) confessaram fazer parte de uma quadrilha de tráfico internacional de entorpecente. "Conseguimos bons depoimentos dos presos. Eles confessaram e isto enriqueceu em detalhes (a investigação)", afirmou ontem Hebert Reis Mesquita, coordenador-geral de Repressão a Entorpecentes da PF de Brasília.A operação, realizada na quinta, envolveu 210 agentes federais de cinco Estados e resultou na prisão de 21 pessoas. No dia 21, o juiz André Bizzo Molinari, da 1.ª Vara Criminal Federal, que expediu os 28 mandados de prisão usados na Esteira Livre, começa a interrogar os acusados, dos quais 20 foram presos no Rio. A exceção foi o nigeriano Olanrewaju Charles Akinmulero, detido no Paraná.Entre os suspeitos há quatro funcionários da empresa SATA, que trabalhavam no Aeroporto Internacional Tom Jobim, onde a droga era embarcada para a Europa. Eles seriam os responsáveis por evitar que as malas com a cocaína passassem pela esteira de fiscalização. Segundo a PF, os quatro recebiam 5 mil dólares por remessa de droga. A quadrilha enviava, em média, 60 quilos de cocaína para Espanha e Portugal, em três remessas mensais. O valor do quilo da cocaína na Europa é estimado em 15 mil euros.A PF informou que as investigações da Esteira Livre continuam, sob sigilo. Seis pessoas ainda estão foragidas da Justiça e a polícia enviou para todo o País os mandados de prisão contra elas.

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