Presos não fizeram exigências, diz delegado

O delegado Paulo Bueno Prado, mantido como refém durante a rebelião de hoje no Centro de Detenção Provisória (CDP) do Belém, em São Paulo, confirmou no fim da tarde que os presos não fizeram uma única exigência durante o período de pouco mais de três horas de duração do motim. Prado, do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), estava no presídio, acompanhado do investigador Sérgio Aragon, para tomar o depoimento de um detento, quando a sala em que se encontravam foi invadida por dezenas de amotinados armados com facas e estiletes. Um dos detentos manteve Prado dominado com uma faca no pescoço durante todo o tempo da rebelião. Além do delegado e do investigador, cinco agentes penitenciários também foram mantidos como reféns. De acordo ele, em nenhum momento os detentos falaram em fuga e não deixaram claro o motivo da rebelião.Prado acredita que o motim tenha sido uma tentativa de ajuste de contas entre alguns presos ou para marcar o aniversário de um ano da mega-rebelião do ano passado em 29 presídios paulista.

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