Presos no Rio suspeitos de cometer crimes na Intermet

Três rapazes e uma adolescente de 17 anos foram presos na noite de sábado num cibercafé da Barra da Tijuca, sob suspeita de integrarem uma quadrilha especializada em crimes na Internet. O grupo foi flagrado quando tentava comprar ingressos num site a partir de dados de cartões de créditos obtidos ilegalmente. O delegado adjunto da Delegacia de Repressão a Crimes na Internet (DRCI), Adolfo Dadalti, acredita que o bando esteja atuando há dois meses e já tenha lesado dois endereços eletrônicos de vendas em pelo menos R$ 15 mil.A DRCI começou a investigar a quadrilha há 15 dias, quando recebeu a denúncia de que eles haviam adquirido R$ 10 mil em equipamentos de informática num site, utilizando nome e número de cartão de crédito de outras pessoas. Os investigadores da delegacia descobriram que o grupo costumava utilizar o cibercafé da Livraria Saraiva, no New York City Center, na Barra.Num dos golpes que está sendo apurado pela DRCI, o site ingressos.com.br teria sido lesado em pelo menos R$ 5 mil. O grupo teria comprado bilhetes para filmes, retirado os ingressos nas bilheterias do próprio shopping e revendido nos corredores do New York City Center.Na noite de sábado, policiais ficaram de plantão no shopping, e direcionaram as câmeras do cibercafé para o grupo suspeito. Quando eles começaram a acessar os sites, foram presos. Toda a ação foi filmada e gravada. O auxiliar administrativo Ravael de Cássio Budelmann, de 22 anos, o atendente de lanchonete Rodrigo Bakker Noronha, de 19, Maiko José Vicente Barbosa, de 21, e a estudante J.M.S., de 17, foram detidos em flagrante e autuados por estelionato, formação de quadrilha e corrupção de menores. Podem pegar até seis anos de prisão."Eles levaram um susto quando nós chegamos. Achavam que ficariam impunes para sempre", afirmou Dadalti. Com o grupo, os policiais apreenderam vários papéis com informações sobre cartões de crédito. A polícia vai investigar agora como a quadrilha obtinha os dados. Dadalti quer saber se eles tinham ajuda de funcionários de administradoras de cartões ou de lojas do shopping para conseguir as informações. Duas outras pessoas estavam com o grupo no momento da prisão, mas não ficou comprovada a participação deles na quadrilha e eles foram libertados.Os três rapazes e a adolescente vêm de famílias de classe média baixa e são vizinhos em Copacabana, na zona sul. Depois que eles foram presos, os pais foram chamados à delegacia. "Os pais deles ficaram revoltados com a situação. Eles não sabiam o que dizer", contou Dadalti. A menina foi levada para a Delegacia de Proteção à Infância e Adolescência e os rapazes estão detidos na carceragem da Polícia Interestadual.

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