Polícia Civil RS/Divulgação
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Presos no Sul usavam WhatsApp para leiloar carros roubados para todo o País

Quadrilha era principal responsável por roubos de carros em Porto Alegre, segundo Polícia Civil

Bibiana Borba, O Estado de S.Paulo

10 Abril 2017 | 09h55

Ao menos 24 pessoas foram presas nos três estados do Sul do Brasil, desde o final de março, por participação em uma quadrilha que roubava carros e os negociava através do aplicativo WhatsApp. A Operação Macchina Nostra, da Polícia Civil gaúcha, descobriu dez grupos virtuais nos quais os criminosos leiloaram cerca de 1,5 mil veículos. Os clientes, que sabiam da origem dos carros, eram moradores de nove estados do País — Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Bahia.

A quadrilha era a principal responsável por roubos de veículos em Porto Alegre e Região Metropolitana, segundo a investigação. O líder do grupo foi preso em um condomínio de luxo em Viamão, próximo à capital. Ele comandava os roubos, clonagem de placas, confecção de documentos falsos e a negociação com receptadores, conforme a polícia. Os carros eram vendidos por preços até dez vezes abaixo dos praticados no mercado.

Foram cumpridos 54 mandados, entre os de prisão e busca e apreensão. Estima-se que os presos movimentaram R$ 6 milhões com as vendas. A polícia bloqueou sete contas bancárias e sequestrou bens e imóveis que somam mais de R$ 1,5 milhão. 

A operação foi detalhada em coletiva de imprensa, na manhã desta segunda-feira, 10, na capital gaúcha. As investigações duraram um ano e foram realizadas pela Delegacia de Repressão ao Roubo de Veículos do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic).

 

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