Presos PMs que seqüestraram mulher de 86 anos em SP

Os soldados da Polícia Militar Alexandre Fonseca e José Aparecido da Conceição, que trabalhavam no 35.º Batalhão Policial Metropolitano, em Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo, foram presos na segunda-feira numa casa em Poá onde mantinham como refém Carmen Guerra, de 86 anos, seqüestrada havia 19 dias. Ela emagreceu dez quilos e estava muito debilitada, quase sem forças para andar. Por ter se submetido a uma cirurgia cardíaca para implantação de uma ponte de safena uma semana antes do seqüestro ela foi internada no Instituto do Coração (Incor) horas depois de libertada. Os investigadores da Divisão Anti-Seqüestro (DAS) encontraram Carmen trancada num quarto de 2 metros por 2 nos fundos de uma casa na chácara da Estrada do Guaió, no Jardim Nova Poá. Além dos dois PMs, os policiais prenderam uma mulher que cozinhava para a quadrilha e servia comida para a seqüestrada. Outras duas pessoas estão sendo procuradas. Uma delas seria o mandante do crime. O seqüestro ocorreu na manhã de 14 de abril na casa de Carmen no centro de Suzano, Grande São Paulo. Ela foi levada pelos dois PMs para Poá, onde ficou a maior parte do tempo com as mãos amarradas. Sérgio Guerra, filho da vítima, dono de estacionamentos, apresentou queixa à polícia. Sua preocupação e dos parentes era com o estado de saúde de Carmen por causa da cirurgia. Remédios - O contato dos seqüestradores com a família foi no dia seguinte. Eles queriam R$ 2 milhões e pediram o nome dos medicamentos que ela deveria tomar. Os telefonemas passaram a ser monitorados pela DAS. O valor do resgate caiu para R$ 1 milhão e na semana passada os seqüestradores passaram a falar em R$ 500 mil. Eles acreditavam que o filho de Carmen teria condições de pagar os R$ 500 mil. Disseram que se recebessem o dinheiro antes do sábado Carmen estaria em casa para "o dia das mães". Uma denúncia anônima levou os policiais até o cativeiro. Os soldados foram autuados por extorsão mediante seqüestro na DAS e entregues à Corregedoria da PM. O comando do 35.º Batalhão informou hoje que os soldados trabalhavam no policiamento ostensivo e respondiam a sindicâncias internas por problemas disciplinares.

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