Presos podem ficar sem visitas no final de semana

Familiares de presos que viajarem para as visitas de fim de semana nas penitenciárias do Estado correm o risco perder a viagem. Os Sindicato dos Funcionários do Sistema Prisional do Estado de São Paulo (Sifuspesp) e o Sindicato dos Agentes Penitenciários do Estado (Sindasp) prometem impedir a entrada das visitas, feitas todo final de semana, no sábado e no domingo. Não havia, até a tarde desta sexta-feira, uma previsão de quantas das 144 unidades prisionais do Estado vão aderir ao protesto contra o assassinado do agente Paulo Gilberto Araújo, na manhã de quinta-feira, em São Paulo. A expectativa é de que mais da metade das unidades não permitam visitas. A entrada e revista dos familiares dos presos depende dos agentes. O crime foi atribuído ao à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), que controla a maioria dos presídios paulistas. Araújo era também diretor do Sindasp. "No que depender de nós, não haverá visita em presídio nenhum", disse o presidente Cícero Sarnei. Ele se disse "arrasado" com a terceira morte de um agente em menos de uma semana. "Não tem como expressar a nossa indignação." O presidente do Sifuspesp, Luiz Antonio Ribeiro dos Santos, confirmou a paralisação. "Estamos juntos nesse protesto, pois a categoria está sendo massacrada." Em várias unidades do oeste paulista, foram colocadas faixas informando que "por motivo de luto não haverá visitas, nem outro atendimento neste sábado e domingo", disse Sarnei, que acrescentou que os presos só vão receber alimentação. O secretário de Segurança Penitenciária, Antonio Ferreira Pinto, disse que a manifestação é justa. "Não deliberamos a respeito, mas considero que o movimento é válido. Eles (os agentes) estão sentindo na carne e na pele essa covardia que está ocorrendo.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.