Presos por porte ilegal de arma, guardas municipais acusam PM de represália

Guardas municipais de Barueri e de Jandira, na Grande São Paulo, se revoltaram na madrugada de terça-feira com policiais militares do 20º Batalhão, de Barueri, especificamente com os que integravam a equipe do veículo policial prefixo M-20519. Por volta das 2 horas, na Rua Chico Mendes, no Parque Imperial, em Barueri, ocupando um Celta branco, os guardas Cleiton e Clóvis, que trabalham em Jandira e voltavam para Barueri, onde moram, foram parados pelos policiais militares, que o revistaram e verificaram através das funcionais que os dois eram guardas municipais.Os dois guardas, à paisana, fora do serviço, portavam cada um uma pistola 380, de uso pessoal, e acabaram detidos em flagrante e levados para a delegacia, onde policiais civis registraram boletim de ocorrência e detiveram Cleiton e Clóvis por porte ilegal de arma, crime inafiançável. "Se não registrássemos o flagrante, estaríamos cometendo prevaricação", disse um dos policiais civis."Os policiais pararam nossos colegas, viram que eram guardas municipais e perguntaram se eles estavam armados. Ao verem os dois armados, levaram para a delegacia e trataram ambos como bandidos", disse um dos guardas municipais de Barueri, revoltado com a atitude da PM. Segundo os guardas, a atitude da PM é uma represália à prisão em flagrante, no último dia 18, do soldado Irenildo Cândido de Oliveira, lotado no 33º Batalhão da Polícia Militar, detido pela Guarda Municipal durante um assalto ao galpão da Adidas do Brasil Ltda, localizado em Alphaville, Barueri. Na ocasião, 12 assaltantes foram detidos, entre eles o soldado Irenildo, que estava de folga, à paisana e usava a arma da corporação.

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