Presos quebram todos os vidros da cadeia de Presidente Bernardes

Os presos do Centro de Readaptação Penitenciária (CRP) de Presidente Prudente, a 605 quilômetros de São Paulo, considerada a prisão mais segura do País, terminaram de quebrar, neste fim de semana, todos os vidros das janelas das 136 celas ocupadas no presídio. Cerca de 70 agentes de segurança da Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), com cães e armamento anti-motim, tiveram de entrar no presídio na noite de domingo para acabar com o quebra-quebra, iniciado na manhã de sábado e repetido por todo o dia de domingo.Foi o terceiro tumulto em menos de cinco dias. Os agentes entraram às 21 horas e tiveram de usar cães e bombas de gás lacrimogêneo para acalmar os detentos, que gritavam e chutavam as portas. A situação se acalmou depois das 3h40 desta segunda-feira quando os agentes deixaram o local.Na quinta e sexta-feira da semana passada os presos já haviam destruído vidros de 25 celas, pias e bacias sanitárias e danificados guichês das portas por onde passam os alimentos. A Polícia Militar foi chamada para encerrar o tumulto, que ficou restrito ao pavilhão onde está preso Marcos Camacho, o líder máximo do Primeiro Comando da Capital (PCC).Blitz Desta vez 111 celas foram atingidas nos quatro pavilhões do presídio. Agora, das 160 celas do CRP, apenas 11 delas não estão sem os vidros, que servem para iluminar e evitar a entrada de objetos pela grade das janelas.Os agentes retiraram as armações de metal que sustentavam os vidros e poderiam ser usadas como armas pontiagudas pelos presos. Na blitz foram apreendidos os isqueiros que os presos usaram para esquentar e quebrar os vidros. Depois de esquentá-los os presos jogavam água fria, reduzindo a resistência do material, que acabava cedendo sessões de pontapés. Por esse motivo, na semana passada a PM retirou os calçados dos detentos. Mas ontem eles conseguiram quebrar os vidros mesmo descalços ou com chinelos.Nesta segunda-feira , de acordo com a SAP e Coordenadoria dos Estabelecimentos Penitenciários do Oeste do Estado, o dia foi calmo. "Agora, eles não tem o que quebrar", disse hoje um agente do CRP.

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