Presos rebelados degolam companheiro em Pirajuí

O detento Ronaldo Sertório, apelidado "Pezão", de 26 anos, foi degolado durante a rebelião dos presos da Penitenciária 2 de Pirajuí. Seu corpo foi atirado no pátio da prisão e, segundo relato de um dos reféns, não confirmado pela polícia, a cabeça foi colocada dentro de um saco plástico e serviu como bola de um jogo de futebol improvisado. Um outro preso, cujo nome ainda não foi revelado, foi atirado do telhado de um dos prédios e sofreu fraturas expostas nas duas pernas. Outros três feriram-se com menor gravidade. A tropa de choque de Bauru, que cercou a penitenciária desde o início da rebelião, fez uma revista no interior das delas e pátios, encontrando aproximadamente 300 armas brancas - estiletes, pedaços de ferro e paus. A rendição dos rebelados deu-se depois de muita negociação e da ameaça de que se até às 6 horas não houvesse uma solução, a Tropa de Choque seria autorizada a entrar para restabelecer a ordem. Oito agentes penitenciários foram feitos reféns e obrigados a abrir as portas das celas e dos raios, deixando os presos circulando livremente. Os rebelados reivindicaram o isolamento e transferência de cinco integrantes do PCC e um telefone celular, mas não foram atendidos. Só os integrantes do grupo criminoso foram isolados.

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