Presos rebelados em Campo Grande executam colega e ameaçam mais seis

Presos da Cadeia Pública deParanaíba, a 240 quilômetros de Campo Grande, estão rebeladosdesde as 16 horas de ontem, fizeram o agente carcerário CarlosWagner dos Santos refém, decapitaram um detento identificadoapenas como Izanildo, queimaram Fábio Antônio Alves e ameaçammatar mais seis presos até o fim do dia. Eles etão dominando todas asdependências do presídio. Alves teve queimaduras de terceirograu em 70% do corpo e está internado em um hospital deParanaíba. Antes de ser morto Izanildo, condenado pelo estuprode duas crianças, foi espancado e queimado. Ele estava nopresídio há duas semanas. Os rebelados são 102 detentos, liderados pelo traficanteEliezer Vieira Povoas, o "Negão", segundo a Polícia Militar.Eles exigem a transferência de um grupo da cadeia, entre elesalguns líderes, para a capital do MS e a saída do diretor dopresídio. No começo da rebelião, 22 detentos conseguiram fugir epedir proteção na Delegacia de Polícia Civil, onde estão sobescolta da PM. Disseram que estão jurados de morte e temiammorrer na chacina prometida para o final da tarde de hoje naprisão. O chefe de operações da Agência dos ServiçosPenitenciários do Estado (Agepen), Oldemir Almada de Goes, nãoestá conseguindo negociar com os rebelados. O diretor doestabelecimento penal, José Carlos Marques, disse que osrevoltados querem a presença de representantes da Ordem dosAdvogados, jornalistas e juízes para as negociações. Segundo osubcomandante da 9.ª Companhia da PM do município, capitãoEdimilson de Oliveira Ribeiro, o clima é bastante tenso.

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