Presos rebelados mantém sete reféns no interior de SP

Parte dos 1.150 presos que superlotam a carceragem, feita para 792 homens, mantém sete agentes penitenciários reféns na Penitenciária Valentim Alves da Silva. Os rebelados prometeram terminar depois das 6h30 desta quarta-feira a rebelião que ocorre desde às 21h30 de terça-feira, no presídio situado na altura do quilômetro 36 da Rodovia Mamed Barreto, região de Marília, a 425 quilômetros da capital paulista. Por volta das 2 horas desta madrugada, um dos agentes havia sido liberado pois passava mal. A rebelião começou por volta das 21h30 de ontem, quando os detentos tentaram uma fuga em massa. Como a ação foi rechaçada, teve início o motim. Policiais militares do 4º Pelotão da 4ª Companhia do 9º Batalhão cercam a penitenciária. Os presos garantiram á PM que após às 6h30 desta manhã todos os reféns serão liberados. O Canil da Policia Militar - Tropa de Choque que se utiliza de cães - fará uma vistoria na penitenciária assim que o motim for encerrado. A princípio, não há armas de fogo em poder dos rebelados, que exigem transferência para outras unidades. Túnel de 20 metros No último dia 6 de janeiro, durante uma revista na mesma penitenciária, policiais militares em apoio aos Agentes de Segurança Penitenciária localizaram um túnel de 20 metros de comprimento, escavado em uma cela. Quatro dias antes, um dos presos fugiu e os 262 detentos do Raio 3, sabendo que haveria revista dias depois, realizaram uma rebelião, mantendo seis agentes reféns. Às 14h30, o diretor do presídio conseguiu negociar com os rebelados.

Agencia Estado,

15 Fevereiro 2006 | 04h44

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