Presos retêm 350 familiares em Pernambuco

Um total de 200 mulheres e 150 crianças - todas familiares de presos - foram feitas reféns hoje na penitenciária Barreto Campelo, em Itamaracá, interior de Pernambuco. Eles reivindicam a saída do diretor da penitenciária, major Edilson Monteiro, e o afastamento de pelo menos quatro agentes penitenciários. A rebelião começou quando cerca de 100 detentos se juntaram para reclamar do atraso no início das visitas conjugais. Segundo eles, as guardas femininas, responsáveis pela revista das mulheres, estavam atrasadas em mais de uma hora. Até o início da noite, as mulheres permaneciam no local em apoio aos amotinados.Um dos muros internos da penitenciária foi quebrado e os policiais atiraram para o alto, mas ninguém ficou ferido.No início da noite, a direção da Superintendência do Sistema Penitenciário (Susipe), se reuniu e decidiu manter o major Monteiro no cargo. "Sabemos que essa manifestação é para que haja a troca da direção da unidade, mas antes de tomarmos qualquer decisão vamos analisar o assunto", declarou o superintendente adjunto da Susipe, José Antonio Fonseca.Essa é a segunda rebelião que acontece na Barreto Campelo esse ano. Em junho, os presos destruíram a unidade, exigindo o afastamento da direção. A penitenciária foi construída para abrigar 500 presos, mas há 1.500 homens no local.

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