Presos se rebelam em Manaus; governo confirma uma morte

Mortes podem chegar a três. Instituto Penal Fernando Trindade foi inaugurado no início do ano

Liège Albuquerque,

24 Setembro 2007 | 21h05

Uma rebelião de presos que começou no início da noite desta segunda-feira em Manaus pode ter deixado saldo de três mortos. A Secretaria de Segurança Pública do Estado contudo confirma apenas uma morte, sem identificação. Uma fonte da polícia afirmou que um dos presos mortos identificados seria Toni Souza, que foi preso há três meses acusado de ter matado a mulher, a filha e a babá, e depois de tê-las enterrado sob o piso de um quarto. O Instituto Penal Antônio Trindade (IPAT) fica na BR-174 (Manaus-Boa-Vista) e foi inaugurado há um ano. O presídio tem capacidade para abrigar 496 presos, mas hoje tem menos de 450, segundo a secretaria.     "A causa da rebelião certamente não é superlotação e vamos apurar o que pode ter ocorrido", afirmou o coordenador de penitenciárias da secretaria de segurança, Ricardo Trindade. Segundo Trindade, até às 20h40  (hora local) a rebelião estava sob controle e os presos estavam à espera de uma comissão de direitos humanos para entrar na prisão. Todos os presos, segundo o coordenador, estão em prisão provisória, à espera de julgamento. "Como todos são primários, esperamos que nas próximas horas, tudo esteja sob controle."

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