Presos seguem rebelados na Capital, Diadema, Osasco e Tatuí

Das novas cinco rebeliões que tiveram início na segunda-feira no Estado de São Paulo, quatro continuam e as negociações para o fim de cada uma delas deve ter início após às 7 horas desta terça-feira. Presos se amotinaram na capital, em Osasco e Diadema (Grande SP), em Taubaté, no Vale do Paraíba, e em Tatuí, região de Sorocaba, interior do Estado. Apenas em Taubaté os detentos resolveram encerram o motim. Às 15 horas de segunda-feira, em Taubaté, os presos de 30 celas tomaram o pátio e utilizaram as portas arrancadas para impedir o acesso dos agentes. Ameaçando fazer reféns os presos do seguro, eles exigiam a transferência de detentos sentenciados, aumento na quantidade de visitas e uniformes. Três horas após o início da rebelião, um efetivo de 100 PMs da Força Tática, com coletes, escudos e capacetes, entrou no CDP e reconduziu os presos às celas. O Centro de Detenção Provisória de Taubaté foi projetado para 750 presos, mas abriga atualmente 1.324.A rebelião no Centro de Detenção Provisória (CDP) I de Pinheiros, na zona oeste da capital paulista, teve início praticamente no mesmo horário da ocorrida em Taubaté. Desta vez, os 827 presos fizeram três agentes penitenciários reféns e começaram a destruir as instalações.A Tropa de Choque cercou o presídio, feito para abrigar 520 homens, e a direção da unidade assumiu as negociações com os rebelados.Duas horas depois, era a vez dos presos dos CDPs de Diadema e Osasco 2 dar início a novos levantes.Os detentos de Osasco fizeram quatro agentes reféns e não apresentaramqualquer reivindicação durante as negociações. Ali estão amotinados 1.206 detentos em lugar construído para abrigar 768 homens. O maior número de reféns está no CDP de Diadema, onde os presos dominaram oito agentes, mas libertaram um deles em meio às negociações. O Centro de detenção provisória de Diadema é o único que não sofre com a superlotação: com capacidade para 576 presos, ele abriga atualmente 383.Na Cadeia Pública de Tatuí, no interior, a rebelião começou às 17 horas, depois de uma fuga frustrada. Os presos fizeram um carcereiro refém e querem a transferência de 26 dos 270 rebelados. A Secretaria da Administração Penitenciária desconfia de ação orquestrada pelo Primeiro Comando da Capital, a exemplo do ocorrido na semana passada quando oito rebeliões deixaram um saldo de nove mortos no Estado.

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