Tiago Queiroz/Estadão
Tiago Queiroz/Estadão

Primavera começa hoje e chega seca e quente

Possível formação do El Niño, no final da primavera e início do verão, pode afetar a distribuição de chuvas e temperatura principalmente na região Sul do País

Ana Paula Niederauer e Isabela Palhares, O Estado de S.Paulo

21 Setembro 2018 | 11h35
Atualizado 22 Setembro 2018 | 14h46

SÃO PAULO - A primavera, que começa às 22h54 deste sábado, 22, promete ser quente, com menos chuvas doq ue a média e deve sofrer influÊncia do El Niño, fenômeno meteorológico que provoca o aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico. A estação termina no dia 21 de dezembro, às 20h22.

Na primavera, a atmosfera sai gradualmente do padrão seco, característico do inverno, e ganha o padrão úmido e quente típico do verão. Mas essa transformação não ocorre de uma semana para outra.

Segundo Filipe Pungirum, meteorologista da Climatempo, para o início da primavera há uma grande massa de ar seco que predomina no Sudeste. "No mês de outubro, vai chover um pouco menos que a média na região", explica.

Os principais centros internacionais de meteorologia indicam probabilidade superior a 60% de ocorrência do El Niño na primavera. Com isso, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a chuva no Sul deverá ficar acima da faixa normal nos três Estados.

O Sudeste deve apresentar temperaturas acima da média e chuvas abaixo, exceto em algumas áreas de São Paulo onde pode haver, em novembro, chuvas fortes.

Plantas

O botânico Ricardo Henrique Cardim explica que o tempo mais seco pode influenciar negativamente na florada e frutificação das plantas. Por isso, é importante redobrar o cuidado com a hidratação. "Se as próximas semanas estiverem mais secas, é ruim porque esse é o períodos em que as plantas estão investindo todas as suas forças para frutificar e deixar descendentes. O calor, quando úmido, é bom para essa fase. Mas, sem chuva, pode haver complicações nesse processo", diz.

Previsão nas outras regiões

Na região Norte, há previsão de forte variabilidade espacial na distribuição de chuvas, com significativa probabilidade de áreas com chuvas dentro da faixa normal ou abaixo. De acordo com o Inmet, normalmente existe uma redução das chuvas no meio norte do Pará, Roraima e Amapá, ficando abaixo de 400 mm, durante os meses de outubro e dezembro. 

Já na parte oeste de Amazonas, Roraima, Acre e Rondônia, bem como no extremo sul do Pará haverá possibilidade de chuvas acima da média. As temperaturas serão de normal a acima da média. 

O Nordeste terá predomínio de áreas com maior probabilidade de chuvas próximas à média ou ligeiramente abaixo durante a primavera. As temperaturas estarão mais elevadas sobre o sul do Maranhão e do Piauí e no oeste da Bahia. 

Na região Centro-Oeste, há alta probabilidade das chuvas ocorrerem de normal a ligeiramente abaixo da normal, exceto no sudoeste do Mato Grosso do Sul e extremo norte mato-grossense, em que as chuvas serão mais regulares durante a primaveraa.

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