Primeiro dependente internado à força em SP deixa clínica

Homem de 62 anos voltou ao convívio da família após quase 300 dias de tratamento

José Maria Tomazela, O Estado de S. Paulo

01 de novembro de 2013 | 19h01

SOROCABA - Depois de quase 300 dias de tratamento, Reinaldo Rocha Mira, de 62 anos, o primeiro dependente químico a ser internado compulsoriamente no Estado de São Paulo, voltou ao convívio com a família, nesta sexta-feira, 1º. Ele recebeu alta na clínica em que estava internado, em Araçoiaba da Serra, região de Sorocaba, e seguiu com a filha Ana Paula Mira para a residência dela, em São Paulo.

A filha é a mesma que, em janeiro de 2013, colocou sedativos no suco do pai para levá-lo até o Centro de Referência em Álcool, Tabaco e Outras Drogas (Cratod), na capital, já que ele não aceitava o tratamento.

Na ocasião, o governo estadual havia lançado o programa de internação compulsória de dependentes químicos. Reinaldo usava drogas havia quase 50 anos e se afastara da família para viver na rua. Ele chegou a morar na Cracolândia paulista - local que reúne viciados em crack.

A filha o convidou para uma refeição e o dopou com sedativos. Do Cratod, ele foi transferido para um centro terapêutico em Araçoiaba da Serra. De acordo com a psicóloga do centro, Ana Leda Bella, o ex-dependente está apto a levar uma vida normal e sem drogas, mas vai precisar do apoio da família. Reinaldo tem outros quatro filhos que ainda não acreditam em sua recuperação. Para provar que está livre do vício, ele vai procurar trabalho.

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