Primeiro presídio federal será inaugurado nesta sexta

O ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, inaugura nesta sexta-feira, 23, o primeiro presídio federal de segurança máxima do País, em Catanduvas, no oeste do Paraná. Marcos Camacho, o Marcola, líder do Primeiro Comando da Capital (PCC), deve estar entre os 150 detentos que vão inaugurar o presídio. Só de São Paulo foram selecionados 40 presos altamente perigosos para possível transferência. Os demais virão de estados do Sudeste e Sul com problemas crônicos no seu sistema prisional, como Espírito Santo e Rio. Com capacidade para 200 detentos em celas individuais, o presídio de Catanduvas vai começar a ser ocupado em julho. Cinqüenta vagas ficarão como reserva técnica para acomodar detentos retirados de algum Estado em situação de emergência. "A um só tempo, ajudamos os Estados a desarticular o crime organizado no sistema prisional e lhes damos condições para melhor ressocializar os demais detentos", disse Bastos. RodízioSelecionados após rigoroso treinamento, que durou nove semanas, 164 agentes - 144 homens e 20 mulheres - assumem os postos na segunda-feira. Outros quatro presídios federais, cada um com 200 vagas, devem ser entregues até o fim de 2007. O próximo a ser inaugurado é o de Campo Grande (MS), em agosto. O governo quer fazer rodízio de presos, para evitar formação de "grupinhos" e desarticular os que promovem rebeliões e lideram o crime organizado.A penitenciária de Catanduvas tem 12.600 m² de área construída e infra-estrutura e equipamentos de segurança como aparelhos de raio X e de coleta de impressão digital, detectores de metais e espectômetros - que identificam vestígios de drogas, armas e explosivos. A unidade será monitorada por 200 câmeras. Parte está instalada em locais secretos que enviarão imagens em tempo real para três centrais de monitoramento - uma na delegacia da Polícia Federal de Cascavel, a 43 quilômetros de Catanduvas. Outra ficará no Departamento Penitenciário Nacional, em Brasília.Advogados, visitantes e funcionários serão submetidos a todos os procedimentos de segurança, inclusive revista completa. O contato entre agentes e detentos só será permitido em caso de extrema necessidade e as conversas serão gravadas por microfones de lapela. Ao custo médio de R$ 20 milhões cada, os outros três presídios serão erguidos em Mossoró (RN), Porto Velho (RO) e no Espírito Santo.

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