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Primeiro shopping do Acre muda cenário em Rio Branco às vésperas do Natal

Novos empreendimentos devem ser inaugurados na região; local ainda é ponto de lazer

estadão.com.br,

09 Dezembro 2011 | 19h54

Antes da construção do Via Verde Shopping, o governo do Acre e a prefeitura de Rio Branco se encarregaram de criar a infraestrutura no entorno do empreendimento. Segundo informou a Reuters, o local não tinha, por exemplo, rede de esgoto. Agora, a área pode se tornar o vetor de crescimento da capital acreana.

 

DivulgaçãoMudanças. Shopping deve alterar hábito de consumidor e a economia na regiãoO Carrefour, por exemplo, instalará sua primeira loja no Acre (sob a bandeira Atacadão) em um terreno que acabou de adquirir naquela região. O governo estadual, por sua vez, está levando alguns dos prédios de órgãos públicos para as redondezas do shopping.

 

"Além de garantir uma opção a mais para os consumidores, (o shopping) puxou outros serviços e ocupou o espaço da carência de lazer na cidade", disse o secretário de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio do Acre, Edvaldo Magalhães (PCdoB).

 

A carioca Landis Shopping Centers, operadora responsável pela construção e administração do Via Verde, começou a "olhar" o Acre há cerca de seis anos. Rio Branco era uma das potenciais cidades para abrigar o primeiro empreendimento do grupo na região Norte.

 

Não fosse a crise econômica mundial em 2008, que travou os investimentos e projetos de forma generalizada, o Acre teria recebido seu primeiro shopping dois anos antes. "Além da demanda, um fator preponderante para instalar um shopping é ter investidores dispostos a apostar nesses mercados", disse o presidente da Landis, Dorival Regini.

 

"Há dez anos, ninguém queria investir em imóvel, que era sinônimo de baixo retorno. Com mais disponibilidade de recursos, os investidores passaram a buscar mais oportunidades." A Landis tem como sócios no Via Verde a gestora de fundos Prosperitas, a consultoria e gestora de recursos Bicar e a empresa do segmento imobiliário LGR.

 

Mudança de hábito. O shopping pode ser responsável por uma mudança radical no comportamento do consumidor, que costumava ir às compras em Cobija, na Bolívia, fronteira com a cidade acreana de Brasileia, em busca de eletrônicos, roupas e brinquedos mais baratos por praticamente não haver incidência de impostos.

 

Nos corredores do shopping de fachada e decoração simples, é mais comum encontrar pessoas fotografando umas às outras do que carregando sacolas de compras.

 

"A população não tem hábito de comprar em shoppings, e isso não muda da noite para o dia. O consumo em shoppings vai sendo incorporado à cultura do local, mas leva tempo", afirmou o presidente do conselho do Programa de Administração do Varejo da FIA, Cláudio Felisoni.

 

Segundo a operadora do shopping, uma das reclamações mais frequentes envolve a cobrança de 3 reais pelo uso do estacionamento por um período de 3 horas. O Via Verde possui 1.169 vagas de estacionamento descoberto.

 

E o preço dos produtos ainda parece afugentar os consumidores, que elegeram o shopping como um ponto de encontro e espaço de lazer seguro e agradável na cidade onde os termômetros chegam a marcar 42 graus durante o dia.

 

"Estava precisando de um shopping, mas ainda falta muita coisa. Achei mais caro, em outros Estados é mais barato", disse a enfermeira Ana Araújo.

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