Primo de estudante seqüestrado e morto confessa

A polícia prendeu nesta quarta-feira Fabrício Henrique de Oliveira, de 20 anos, acusado de planejar o sequestro de seu primo, o estudante Victor Thiago, da mesma idade, que foi morto a tiros e teve o corpo incendiado no porta-malas de seu carro. Fabrício foi preso por policiais da Divisão Anti-Seqüestro (DAS) e reconhecido por uma testemunha. Ele confessou ter planejado seqüestrar Thiago, mantê-lo como refém por uma noite e extorquir dinheiro de seu tio. Segundo a polícia, ele disse que contou com a ajuda de um amigo e que este foi quem matou o seu primo. Segundo a polícia, os dois dominaram Thiago depois de ele sair de uma das óticas de seu pai, na Avenida Lins de Vasconcelos, na Vila Mariana, na zona sul de São Paulo. Eram 18h30 de segunda-feira. Thiago ia para a academia de ginástica do Círculo Militar, no bairro do Paraíso, e depois para a casa da namorada. Mas não apareceu em nenhum dos dois lugares. O estudante, que cursava o 2.º ano de Direito na Universidade Paulista (Unip), estava com seu Astra quando foi seqüestrado. Foi assassinado dentro do carro e seu corpo, colocado no porta-malas. Por volta das 21 horas, os criminosos pararam o carro em um estacionamento, onde deixaram o veículo. Por volta da meia-noite, o pai da vítima, o comerciante Roberto Redolfi Tiago, recebeu o primeiro telefonema dos bandidos em seu celular. Os criminosos disseram que tinham seqüestrado seu filho e exigiram o resgate de R$ 400 mil. Pouco depois, repetiram a ligação para Roberto. Por volta das 4 horas do dia seguinte, a dupla voltou ao estacionamento para apanhar o Astra com o corpo da vítima. Pouco antes, por volta das 2h30, os criminosos passaram em um posto de combustível e compraram um galão de gasolina. Do estacionamento, eles levaram o carro até a esquina das Ruas Cipriano Barata e Hipólito Soares, no Ipiranga, zona sul de São Paulo. Atearam fogo ao veículo e ao corpo. O veículo foi encontrado em chamas por policiais militares. Uma testemunha apontou o primo da vítima como um dos homens que estiveram no estacionamento com o Astra na noite do delito. Reconhecido, Oliveira confessou e delatou o comparsa, que a polícia ainda não prendeu. A confissão aconteceu horas depois de o Instituto Médico-Legal (IML) determinar que o corpo carbonizado no Astra era do estudante. Isso só foi possível por meio do exame da arcada dentária de Thiago. Havia um tiro que entrou na sua clavícula e rasgou o tórax. Os médicos suspeitam que esse disparo tenha sido fatal.

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