Principais pedidos das empresas aéreas a Nelson Jobim

- Fixação em 44 slots em Congonhas para aviação geral e comercial, hoje fixado pelo Conac em 33 slots por hora. (As companhias aéreas querem aumentar novamente para 44 o número de pousos e decolagens em Congonhas que foi reduzido para 33 e que o governo anunciou que manteria neste número, mesmo depois de terminarem as obras na pista principal de Congonhas. A Aeronáutica já se mostrou absolutamente contra, sob a alegação de que este é o numero ideal para o controle do tráfego aéreo)   Jobim disse, sem muito entusiasmo, que "pode estudar".   - As empresas querem que tempo mínimo de conexão entre um vôo e outro seja de uma hora. Ou seja, o passageiro teria de esperar uma hora para pegar o novo vôo dele, ainda que para o interior do estado de São Paulo.   Jobim disse quer saber exatamente o que isso significa e se não pode significar que Congonhas volte a ser uma escala de vôo, o que foi proibido pelo Conac. O ministro questiona se isso não pode ser um novo mecanismo de conexão e quer respostas para isso.   - As empresas pediram para mudar a regra de que de Congonhas só podem partir vôos com até duas horas de duração. Querem que o limite seja 1500 quilômetros de distância. As empresas alegam que as companhias pequenas, que voam com a avião a hélice, que gastam o dobro do tempo que os jatos, seriam prejudicadas porque , por exemplo, não conseguiriam, sequer sair de Congonhas e chegar a Juiz de Fora.   Jobim disse que quer saber exatamente o que isso representa e onde o avião chega com 1500 km em linha reta.   - As empresas querem proporcionalidade da transferência de slots de Congonhas para Guarulhos, durante o período em que estiverem sendo realizadas as obras de colocação de grooving na pista principal deste aeroporto. SE a empresa tem 10% dos slots, quer que estes 10% sejam transferidos para Guarulhos, sendo considerados como 10% a mais do slots que já tem lá.   - Empresas pediram o descasamento do slot com o trecho voado, no aeroporto de Guarulhos. Isso significa que a empresa quer ser dona do slot, ou daquele horário para pouso ou decolagem. No caso de decolagem, se a companhia tem um slot, ou uma vaga para decolagem às 19 horas para Santa Catarina, a partir de Guarulhos e achar que este vôo não vale mais a pena, ela poderia usar esta vaga para um outro vôo à sua escolha, para qualquer outro destino nacional ou internacional. Assim, um slot para Santa Catarina pode se transformar em um slot para Londres, por exemplo. Isso tem importância porque uma das medidas do Conac foi a proibição de liberação de novos vôos internacionais de Guarulhos e se a companhia aérea puder usar como quiser, pode usar, inclusive para o exterior.    Nesses dois últimos casos de trocas de slots, o ministro disse que estes são assuntos mais sofisticados e pediu análises mais detalhadas sobre estas questões.

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