Fabio Motta/Estadão
Fabio Motta/Estadão

Principal problema da segurança no País está nas prisões, diz Jungmann

Brasil tem a terceira maior população carcerária do mundo, com 726 mil apenados, com crescimento anual de 8,3% ao ano

Ana Paula Niederauer, O Estado de S.Paulo

13 de novembro de 2018 | 18h32

SÃO PAULO - O Ministro da Segurança Pública, Raul Jugmann, afirmou nesta terça-feira, 13, que o problema número um de segurança pública no País está do portão para dentro do sistema prisional, porque, segundo ele, a maioria dos crimes cometidos como sequestros e assaltos é comandado pelos criminosos de dentro das cadeias.

"A discussão de segurança no Brasil começa na rua e termina nos portões do sistema prisional. Ao menos 70 facções criminosas foram criadas dentro do sistema prisional, o que me leva a chamar a atenção que a dinâmica do crime na rua é comandada de dentro do sistema prisional. Não há discussão sobre a questão da segurança pública dos portões para dentro das unidades prisionais, ao que se passa lá dentro e o retorno daquele preso à rua", disse Jungmann.

Em entrevista coletiva à imprensa na sede da delegacia-geral da Polícia Civil de São Paulo, Jugmann disse que há necessidade de se levantar o debate de que o sistema carcerário está superlotado. "Tem que ter medidas cautelares, tem que ter um semiaberto que funcione, tem que ter monitoramento por tornozeleira e assim por diante." Segundo Jugmann, o atual governo deixará um legado para quem venha enfrentar esse tipo de questão.

De acordo com Jungamnn, o Brasil tem a terceira maior população carcerária do mundo, com 726 mil apenados, com crescimento anual de 8,3% ao ano. "Se continuar nesse ritmo de crescimento, teremos em 2025 uma população carcerária aproximada da população atual de Porto Alegre, de Belém ou Goiânia", disse Jungmann.

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