'Priorizar o cerco à corrupção e a defesa do patrimônio público'

Márcio Christino, Procurador de Justiça do Ministério Público de São Paulo

, O Estadao de S.Paulo

17 de março de 2010 | 00h00

Marcio Christino, há 22 anos no Ministério Público, atua na procuradoria criminal e defende a parceirização - na prática, terceirização de serviços administrativos e burocráticos. Em breve, a instituição vai contar com 300 assessores jurídicos. "Quero todos empenhados na atividade-fim, área de execução", diz.

Primeiro ato?

Já na sessão da posse entregar o projeto de lei que altera a Lei Orgânica para democratizar a instituição com eleição direta para procurador-geral e integrantes do Conselho Superior. Quero priorizar o cerco à corrupção, montar núcleo de atuação especial com três frentes específicas, uma delas para defesa do patrimônio público. Muitas cidades do interior estão sobrecarregadas com essa atribuição. Temos que ter meios e recursos. Vou mobilizar promotores e assessores também para o combate ao tráfico de drogas em todo o interior. Uma frente cuidará do controle externo da atividade policial. A meta é unir todos esses grupos para uma atuação coordenada, um projeto que envolva e discipline a atuação do Ministério Público.

Como otimizar recursos humanos?

Parceria com empresas privadas. Funcionários administrativos que cuidam da parte braçal, do xerox, do deslocamento de processos, esse pessoal pode ser privatizado. Podemos contratar empresas. Quero parceirizar o serviço, não o cargo. Os oficiais de promotoria vão fazer aquilo que é público. Não é de uma hora para outra. Mas vai gerar economia, até porque o particular não entra no orçamento público. Não onera a folha do Ministério Público, que não terá de suportar crescimento vegetativo. Não haverá quinquênio a ser pago ou outra vantagem inerente ao funcionalismo.

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