Prisão de 2 suspeitos é única pista dos atentados em São Paulo

A prisão de dois suspeitos, cuja identidade não foi revelada e que se encontram no 44º Distrito Policial, é a única pista oficial da polícia, até o início da noite desta sexta-feira, sobre o atentado ao Juizado Especial de Itaquera, na estrada de Poá, em Guaianases.A Secretaria de Segurança Pública não informou a existência de nenhuma pista sobre a tentativa de atentado ao Fórum da Barra Funda, na zona oeste, onde foi desativado um artefato com vinte cartuchos de explosivos, montados no porta-malas de um Ford Escort. Má pontariaOs dois suspeitos foram presos por policiais militares, logo depois do atentado em Guaianases. Montados em uma moto, eles tentaram jogar uma bomba de fabricação caseira no prédio, mas erraram o alvo e atingiram um automóvel que estava estacionado em frente à casa vizinha.Então, voltaram e dispararam tiros contra a fachada do Juizado Especial. A Polícia Militar foi avisada, e dois ocupantes da moto que suspostamente teriam realizado o atentado foram presos.Carro suspeitoNo início da noite, em nota à imprensa, a Secretaria de Segurança Pública informou que os explosivos estavam conectados ao motor do Escort. O carro havia chamado a atenção de policiais que faziam ronda no pátio de estacionamento do Fórum, por volta das 11h30 horas, porque estava com as luzes acesas e as chaves na ignição.A Secretaria de Segurança não confirmou a informação de que telefonema anônimo havia alertado funcionários do Fórum sobre os explosivos no carro.40 quilos de dinamitePouco depois do meio dia, uma equipe do esquadrão anti-bomba do Grupo de Ação Tática Especial (Gate) chegou ao Fórum, evacuou o pátio e descobriu os explosivos no porta-malas. De acordo com o capitão Diógenes Lucca, comandante do Gate, a explosão dos 20 cartuchos teria o mesmo impacto de 40 quilos de dinamite. "Quem montou o artefato sabia o que estava fazendo", avaliou o capitão.Às 15 horas, os policiais desativaram o artefato, com uma pequena explosão no detonador. O carro vai ser vistoriado em busca de impressões digitais, e os explosivos, utilizados por construtoras e pedreiras, e com comercialização controlada, serão rastreados em busca de pistas.

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