Prisão de advogado pode desvendar corrupção no Judiciário

A prisão do advogado Manoel Barreto Pinheiro pode levar a Polícia Federal a um novo esquema para liberação de habeas-corpus no Judiciário. Barreto ficou foragido 40 dias e é acusado de ligações com o desembargador Pedro Aurélio de Farias, afastado do Tribunal de Justiça por suspeita de irregularidades. O advogado teria sido grampeado pela PF, conversando com um traficante, a quem teria oferecido benefícios.O habeas-corpus supostamente negociado por Barreto beneficiou o traficante Alexandre de Lima e Silva, o Chaves, um dos maiores negociadores de merla em Brasília. Uma sindicância feita pelo TJ encontrou indícios de que o desembargador Pedro Aurélio poderia ter participado da negociação. O advogado nega ter negócios ilícitos. A partir do que Barreto contar nesta sexta-feira à PF, poderão ser ampliadas as investigações.O afastamento do desembargador, a quem o advogado pode estar ligado, foi decidido poucos dias após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) aprovar a saída do ministro Vicente Leal, do desembargador federal Eustáquio da Silveira e de sua mulher, Vera Carla, por suspeita de envolvimento com um esquema de liberação de habeas-corpus.

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